quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Eu não Padronizado

Tenho que mudar meu jeito de falar, de andar, de vestir.
Tenho que mudar meu jeito de comer, de escrever e interagir.
Disseram pra mim que eu sou todo errado
Deve ser porque tenho um jeito só meu de ser.
Lá fora todo mundo é padronizado
Nem diferenças podem ter.
Disseram que minha postura está errada
E que eu tenho que corrigi-la também.
Mas veja só, não corrijo nem minha namorada
Que na minha vida é mais que certo alguém.
Disseram-me também que a velha gramática
Não condiz com o que eu escrevo.
Nunca cheguei a conhecer a tal da velha sádica
E ela vem se intrometer na vida que não é de seu acervo.
E pra me aprontar um pouco mais
Disseram que eu tenho que me preocupar com os problemas da pontuação.
Mas olhe que nem pros meus que são de próprio interesse
Eu tenho encontrado solução.
Minha vontade é de encontrar a dona etiqueta
Não sei nem quem é, mas vive pegando no meu pé a danada.
É só eu sentar pra comer na mesa
Que me dizem que, do que eu faço, ela não permite quase nada.
E eles vêm tentando me empurrar um padrão
Que deste eu não tenho a menor vontade de seguir
Como muito bem ensinaram meus pais, o que importa é o que eu tenho no coração
E a garra e a coragem pra nunca desistir.
Quem são eles pra me dizerem o que eu devo ou não fazer
Se nem mainha, que foi quem me pôs nesse mundo, manda mais em mim.
Deixe que minhas histórias sozinho eu posso escrever
E mesmo que só eu consiga entender, já está de bom tamanho assim.

2 comentários:

Vitor Bitencourt disse...

Como já se não bastasse nossos problemas temos que nos adaptar a os gostos dos outros. Então eu lhes digo : Fight the Power !

Stephane Many disse...

kkkkkkkkkkkkkkk
isso aí Vitoor ;D

haushaushas
abaixoo a padronização \õ

beijo meu bem ^^