domingo, 29 de maio de 2011

○ estrela '

E do céu a calmaria que reina brilha tanto quantos as estrelas
estas entreluzem, e só.
Talvez eu devesse ser como uma estrela
que não escolhe pra quem brilhar
só cintila.
Desta ninguém sente ciúmes, guarda rancor
 ou mesmo se fia em poucos trapos de esperança.
Embora todos queiram ter uma guardada na caixinha
por fazerem-lhes admirar, somente atrai olhares
cativa os que a cerca.
De quantas estrelas o mundo se esconde?
Por que ele somente me permite ver poucas dentre incontáveis constelações do céu?
Meu telescópio serve pra irradiar as idéias
que de longe são nada sãs
e minha astronomia é um paralelo do infinito que não se vê
Meus sóis queimam de amores, banalidades e diversões
tolices minhas que sustentam meu ego anfitrião.
De todo o mal, eu não sou luz.
Entretanto me faço enxergar até nas vinhetas mais distantes
perceptível a olhos nús.
Sou a base do horizonte que adiante se dispersa em moinhos
a linha entre  a terra e o eterno sem finito.
Sou palavras desordenadas e disseminadas no vão.

2 comentários:

Danniele Alencar disse...

"Meu telescópio serve pra irradiar as idéias que de longe são nada sãs..." Amei! ♥

Stephane Many disse...

*-*